sábado, 7 de novembro de 2009

Eleição da Mesa da Assembleia de Freguesia


Reconstituida a Assembleia, após a retirada dos vogais eleitos, passa-se à eleição, por escrutínio secreto, da Mesa deste órgão deliberativo - artº 9º, nº1 da Lei das Autarquias Locais (Lei 169/99, de 18 de Setembro, na redacção que lhe foi dada pela Lei 5-A/2002, de 11 de Janeiro).
A Mesa da Assembleia é composta por 1 Presidente, um 1ºSecretário e um 2ºSecretário (artº 10º, nº1 da Lei das Autarquias Locais ).

Distribuidos os beletins de voto, cada um dos membros presentes nele inscreve o nome do membro que elege para Presidente da Mesa.

Feito o apuramento dos votos, é eleito o membro mais votado.

Igual procedimento se adopta para a eleição dos 1º e 2º Secretários.

Constituida a Mesa, o Presidente da junta, que presidiu aos trabalhos, dá o seu lugar à Mesa acabada de eleger.

Retirado o Presidente da Junta, é chamado mais um elemento da lista que aquele encabeçava para integrar a Assembleia, completando-se o seu elenco.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tomada de consciência


A Comporta está a ficar com uma população envelhecida. Nos últimos anos proliferam os empreendimentos turísticos, a economia local  não sai beneficiada.
A par de habitações com valores acessíveis, é urgente procurar-se formas para a criação de postos de trabalho. Essas iniciativas tem de partir do poder local, associações, comerciantes, empresários e de toda a população.


É urgente cativar investidores e ao mesmo tempo fixar população. O caricato da questão passa pelo facto de estarmos no litoral, perto de cidades importantes e estarmos a seguir um fenómeno de interioridade.

Viagem pelo Sado

A sul do Distrito de Setúbal, existe um rio, esgueiriço e peculiar, que estende os seus braços por uma paisagem dissemelhante e de invulgar beleza. Navegando pelo Sado, vislumbramos as grandes herdades associadas à exploração agrícola e florestal, encontramos pescadores em embarcações toscas ou na apanha de moluscos e crustáceos, distinguimos o branco do sal nas margens ou áreas de ocupação urbana (recente e ancestral). Mas, em especial, ficamos absorvidos pela diversidade natural das dunas litorais, dos sapais, das lagoas ou dos caniçais… A nossa viagem começa na cidade de Setúbal e, contra a corrente, de jusante para montante, iremos percorrer o caminho dos galeões do sal, passando pelos concelhos de Palmela e Grândola, rumo a Alcácer do Sal.

É na Baía de Setúbal que o Sado, depois de percorrer cerca de 165 quilómetros - desde a sua nascente na Serra do Caldeirão - e de se repartir por inúmeros afluentes (Ribeiras do Roxo; Figueira; Odivelas; Xarrama; Algalé; Santa Catarina; S. Martinho e Marateca; as ribeiras de Campilhas, Corona, Grândola e Comporta), alcança enfim o mar…
As condições geo-estratégicas do rio Sado e a existência de um clima temperado com influências mediterrânicas e atlânticas propiciaram a fixação de populações nas suas margens. Os vestígios mais antigos de ocupação humana descobertos até à data, no território compreendido entre Setúbal e Alcácer do Sal, remontam ao Neolítico médio final e situam-se maioritariamente entre a Comporta e a Carrasqueira, embora tenha sido descoberta uma jazida no Faralhão. É de salientar, contudo, que nos actuais concelhos de Palmela e Alcácer do Sal foram encontrados vestígios arqueológicos que remontam a períodos anteriores, designadamente ao Paleolítico médio (Quinta da Cerca, em Palmela e a própria Alcácer) e Mesolítico (Camarral, em Palmela).
A biodiversidade ao longo do rio Sado despertou séculos depois, a cobiça dos romanos, cujo interesse incidiu sobretudo na exploração e transformação dos recursos marinhos. Nas praias de desembocadura do Sado (Rasca, Comenda, Setúbal e Tróia…) foram instalados importantes centros fabris de sal, de peixe e de preparação de garum (uma mistura de restos de peixe, ovas, sangue, mariscos e moluscos macerados em sal, a que se adicionavam molhos), que depois de embalado em ânforas ( fabricadas em fornos situados em Pinheiro, Abul, Zambujalinho…) era exportado para vários pontos do Império Romano.
Esta terá sido uma época de navegação intensa no rio, onde Alcácer do Sal desempenhava um papel crucial, não só por beneficiar de um porto fluvial e de ser paragem obrigatória na estrada de Olissipo (Lisboa) a Ebora (Évora) e a Pax Julia (Beja), mas também por ser um centro de produção de sal e de lãs. Posteriormente, o povoado terá perdido a influência para outros núcleos urbanos: Cetobriga (Setúbal) e Tróia.



Na período das invasões árabes, Setúbal estagnava, enquanto outros aglomerados emergiam novamente, como é o caso de Alcácer do Sal, com a sua produção de lacticínios, manteiga, mel e carne, uma fortificação militar imponente e a mais importante da Península, e o já referido porto, onde se fazia construção naval e era ponto estratégico de comércio; e também Palmela.
A hegemonia de Setúbal só foi retomada após a Reconquista Cristã, altura em que parte da plebe que se havia recolhido junto das praças de Alcácer e Palmela se fixou na foz do Sado.
Os séculos XV e XVI são marcados pelo acentuado desenvolvimento a vários níveis: económico, devido à preponderância do sal como moeda de troca e retribuição de ajuda militar fornecida pelas Nações Europeias (Setúbal e Alcácer); político-militar (Palmela), com a instalação da Ordem Religiosa e Militar de Santiago de Espada; demográfico (Grândola); e tecnológico (Alcácer do Sal), com a invenção do nónio (instrumento utilizado para avaliar grandezas lineares ou angulares que escapam à visão normal) por Pedro Nunes.
Esta prosperidade foi interrompida com o terramoto de 1755, especialmente no que diz respeito aos concelhos de Setúbal e Palmela e só voltou a instalar-se no século XIX.


in:Setúb@l Peninsula Digital

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

EDITAL- Convocatória





segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A memória de um Grupo

Foi no ano de 1981 que um grupo de jovens formou um grupo de teatro, que se viria a chamar de GATEC ( Grupo Amador de Teatro Experimental da Comporta ). Depois de vários espectáculos do género "revisteiro", surge no ano de 1984, sob a encenação do amigo Professor Adelino Lopes, a peça de Teatro " Morte e Vida Severina ".
Como homenagem aos amigos que já partiram e aos que ainda se encontram entre nós. Aqui fica o programa que levou o GATEC ao  2º Festival Internacional do Jovem Teatro  que decorreu na cidade do Porto. Ficando este grupo, saído de uma pequena aldeia do Alentejo, com a responsabilidade de  representar os grupos de teatro do sul de Portugal.

sábado, 31 de outubro de 2009

Crónica de um arrependimento atrasado:


Depois da vergonha a que a Democracia representativa, esteve sujeita na Comporta no dia 27 do corrente mês, ontem foi noite da tomada de posse do Executivo Camarário e dos Deputados, bem como dos órgãos da Mesa da Assembleia Municipal.

Sob proposta do Deputado do BE, a votação foi feita de forma uninominal como está prevista na Lei a par da votação por listas. Diz quem viu e que esteve mais atento que os homens do aparelho do PCP mantiveram-se em silêncio ao contrário do que sucedeu na Comporta(mas não deixaram de fazer as suas "correntes comunicativas"), para mais tarde virem a dar uma de democratas...Isto porque votaram no deputado do BE, ficando este como segundo secretário na Assembleia Municipal.

Ironia do destino; a lei para a Comporta é a mesma que foi para Alcácer!

Como vale mais tarde do que nunca, poupavam o Povo da Comporta de uma humilhação facultada pela mesma equipa presente no Auditório de Alcácer.

Das duas uma, ou desconheciam a lei e perceberam que fizeram asneirada  ou então conheciam a lei e estavam a vêr se enganavam o Povo.

Comunicado


O Bloco de Esquerda acaba de eleger, pela primeira vez, um deputado municipal, um membro na Assembleia de Freguesia da Comporta e, por uma margem razoavelmente curta, por pouco não elegeu uma vereadora. Estes resultados deixam-nos, naturalmente, satisfeitos.
Está de parabéns o Bloco, e estão especialmente de parabéns todos os que votaram BE, os que em nós depositaram a sua inteira confiança. Está de parabéns a candidata à Câmara Municipal - Ana Penas -que, apesar de não ter sido eleita, continuará a não correr sozinha. E até os cerca de 8% que tendo votado BE nas legislativas, se deixaram levar no engodo do voto útil no PS ou na CDU locais.
Mas, antes de tudo, está de parabéns o povo do concelho de Alcácer.
Porque com o Bloco de Esquerda, Alcácer ganhou um novo alento, uma nova força, que não está comprometida com as nódoas da gestão autárquica do passado. Que quase todos sabemos quais foram.
O que implica, pois, a eleição destes representantes do BE?
Implica o compromisso intransigente, à revelia de quaisquer interesses particulares, com o bem-estar e os direitos da população do concelho. Sem cedências a favorecimentos ou a acordos obscuros e duvidosos, que só beneficiam uns quantos em detrimento da maioria. Sem pactuar com tudo aquilo que não signifique transparência. Doa a quem doer.
Ouviremos com reglaridade, a população de todas as freguesias do concelho, onde nos deslocaremos para os "Encontros em Bloco".
Apresentaremos, nos orgãos autárquicos onde fomos eleitos, as nossas propostas de acordo com o nosso programa e os compromissos que nele assumimos, acrescidas de outras que a população nos for transmitindo.
E estaremos permanentemente atentos ao sentido de toda e qualquer proposta dos partidos políticos e autarcas do concelho: SIM às que no entender do Bloco, beneficiem a maioria da população; NÃO a todas as que suscitarem dúvidas. Venham as propostas de que partido vierem.
Sabemos que o resultado destas eleições, em Alcácer, fez cair sobre nós a tremenda responsabilidade de, eventualmente, nos caber a última palavra em algumas questões decisivas . Estamos dispostos e preparados para a assumir. Mas ninguém conte com o Bloco para "negociatas" à margem dos interesses legitimos do concelho.
Alcácer pode contar com o Bloco de Esquerda
O Bloco de Esquerda está cá para mudar e fazer diferente.
Na Assembleia Municipal para fazer aprovar as nossas propostas, e fiscalizar a acção do executivo. Na freguesia da Comporta para conduzir a população à sua verdadeira participação no poder local.
Estaremos em permanência junto das populações de todo o concelho na defesa dos seus interesses e na denúncia das arbitrariedades que aí poderão vir.
Em BLOCO vamos lá!