A Sr ª Presidente voltou a abrir a mesa, com a mesma postura anti-democrática que deu a conhecer na última Assembleia.
Foi lida a proposta de acta redigida em relação à pseudoreunião de dia 27 de Outubro, onde apenas constava a parte em que a CDU falou. Logicamente não foi aprovada, e os motivos inerentes a essa reprovação foram explicados pelo PS e pelo BE, porque estava incompleta.
Voltou a dizer que a lei mudou (a lei mudou em 2002, não é desculpa para o que ela fez na última reunião, nem novidade) e que era direito dela propor as pessoas em que confiava PESSOAL e POLITICAMENTE para o executivo. Colocou uma postura de vítima em que os outros é que estavam a inviabilizar o progresso da Junta, dado que ela só consegue trabalhar com os do partido dela.
Para o público que não tem acesso à internet foi um discurso confuso, incoerente e sem lógica. Para quem lê o Comporta Opina, foi clara a resposta a vários posts que colocámos. Mais uma vez, não pensou no povo, não se preocupou em ser clara e explícita e voltou a defender as amizades e a cor política acima de tudo.
Agora já sabia que era direito da Assembleia deliberar se queria a votação por meio de listas ou uninominal, ao que podemos concluir que a Srª não conhecia de facto a lei. Não foi só teimosia, foi mesmo ignorância.
O PS tomou a posição de se abster em qualquer acto eleitoral a decorrer naquele dia, em protesto à forma como têm vindo a ser feitas as coisas. Tentou explicar os motivos daquela decisão, mas a D. Maria José não o permitiu, simplesmente não deixou falar.
Procedeu à proposta de Susana Picanço primeiro e depois Nuno Guisado para o executivo. Uns momentos decorridos depois de ter começado a palhaçada, alguém do público interveio, explicou que não poderiam votar só os 5 quando estavam 9 na mesa.
Foi aí que se deu a coisa mais fantástica que poderia existir… O Povo falou, mas só falou quem a Srª queria, porque os da Comporta não tinham esse direito. Estando na mesa ou no público tinham de estar calados à sua ordem.
Mas o Povo não permitiu a perpetuação daquele autoritarismo infundamentado e ridículo… Continuou a fazer-se ouvir e manifestou-se contra a imposição da eleita.
A Cecília interveio, e falou pelo povo. Disse que se sentia triste com tudo o que se estava a passar, disse que se sentia “uma bola de ping-pong” no meio de uma guerra entre partidos e que todos se esqueciam do mais importante, a COMPORTA! Todos se esqueciam que tinham sido eleitos pelo povo para o servir e não pelos partidos. Que deviam defender os interesses do povo e não o dos partidos.
A deputada do Bloco explicou porque devia ser mais do que um partido no executivo, que era a vontade do povo, e que para ela era indiferente se fosse do BE ou do PS. Porque todos deviam defender os mesmos interesses: os da Comporta e não fazer guerras partidárias.
O povo presente aplaudia a cada ideia finalizada, o povo levantou-se para aplaudir quem realmente defende a Comporta. Com palavras simples e acessíveis e com o coração demonstrou a sua posição e o seu amor pela terra.
À excepção das pessoas que não eram da Comporta e poucas mais, o povo reconheceu nas palavras da Cecília a sua vontade. O povo ouviu a sua voz representada na Assembleia. Sem interesses políticos ou pessoais. Só com a vontade de fazer algo pela terra e cheia de emoção nas palavras a Cecília disse o que o povo pensa e sente.
O PS retirou-se da mesa, em forma de protesto, não corroborando o que estava a ser feito pela CDU, perante o sucedido o Bloco também se retirou.
A Srª Presidente continua a apoiar-se na ideia de que foi ESCOLHIDA, nós vamos ensinar uma coisa: 5 é mais do que 4, o que significa que ela não é a vontade do povo, a oposição é a voz do povo. Podem nem sempre estar em concordância, mas a partir do momento que estão contra as decisões dela são a MAIORIA. 5 vai ser sempre mais do que 4.
À D. Mª José foi dada uma lição de democracia e ao povo foi finalmente dada voz...