sábado, 27 de fevereiro de 2010

Exmo Senhor Presidente da Câmara

Exmo Senhor Presidente da Câmara

Vimos por este meio dizer mais do mesmo… Sabemos que tudo o que vamos abordar já foi aqui dito, porém os problemas mantêm-se. Na nossa vida temos de lidar com eles todos os dias, portanto, sempre que a cólera se acumule e a moralidade permita sermos convenientes, vamos voltar sempre a falar mais do mesmo.
Continuamos a ser jovens sem oportunidades de emprego, com problemas de acesso à saúde, com a educação comprometida pelos horários que temos de vivenciar…
Continuamos a ter de lidar com os preços surreais que são praticados na nossa terra, destinados ao turismo que apenas nos visita no Verão.
Continuamos a ter as ruas vazias e as casas vazias, porque os seus donos apenas cá vêm nas férias… Numa terra que cada vez mais caminha para a desertificação e o abandono…
Continuamos a viver na casa dos pais, ou a pagar rendas altíssimas, porque não nos dão oportunidade de cá viver de outra forma…
De quem é a culpa? De todos aqueles que venderam as casas e os terrenos à procura de melhores oportunidades de vida? Também! Mas isso não o desculpabiliza a si e aos seus antecessores.
Nós não pedimos para apostar no turismo, não pedimos para aprovarem aldeamentos turísticos e apart-hoteis que nada têm a ver com a nossa terra. Nós não pedimos para transformarem o nosso rio e os arrozais (que sustentaram várias famílias) numa suposta marina (que dizem que irá até ao Carvalhal).
Nós não temos culpa dos erros dos outros e apenas pedimos uma oportunidade de adquirir um terreno a um preço acessível para podermos morar na terra que nos viu crescer. Sempre vivemos aqui, sempre cá estivemos, porque temos que sofrer as consequências dos erros dos outros?
Se temos culpa de alguma coisa? Temos! Temos culpa de lutar pela nossa terra, de querer travar o seu despovoamento, de querer desenvolvê-la e de não aceitarmos ser corridos daqui para servir os interesses monetários de V. Exa.
Encontre forma de vender os terrenos a quem realmente precisa e a quem realmente cá queira ficar. Tem receio que os vendam? As habitações sociais permitem que a Câmara permaneça com o património, e mantenha cá as pessoas.
Continuaremos a dar notícias.
Com muito mais assuntos, atentamente

Comporta Opina

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Direito à imagem ( para esclarecer os incipientes )

O que diz o Código Civil no que respeita o direito à imagem:
Artigo 79.º

(Direito à imagem)

1- O retrato de uma pessoa não pode ser exposto, reproduzido ou lançado no comércio sem o consentimento dela; depois da morte da pessoa retratada, a autorização compete às pessoas designadas no n.º2 do artigo 71.º, segundo a ordem nele indicada.

2- Não é necessário o consentimento da pessoa retratada quando assim o justifiquem a sua notoriedade, o cargo que desempenhe, exigências de polícia ou de justiça, finalidades científicas, didácticas ou culturais, ou quando a reprodução da imagem vier enquadrada na de lugares públicos, ou na de factos de interesse público ou que hajam decorrido publicamente.

3- O retrato não pode, porém, ser reproduzido, exposto ou lançado no comércio, se do facto resultar prejuízo para a honra, reputação ou simples decoro da pessoa retratada

Na mesma paisagem há diferença entre ricos e pobres.

Portugal é, de longe, o país da União Europeia onde os ricos são os mais ricos e os mais pobres são os mais pobres", declarou João José Fernandes, responsável do conselho directivo da Oikos - Cooperação e Desenvolvimento.

As cem maiores fortunas portuguesas representam 17 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e 20 por cento dos mais ricos controlam 45,9 por cento do rendimento nacional.

Para João José Fernandes, estes dados mostram que Portugal necessita de uma política redistributiva e de "encarar de frente o problema da desigualdade".
O manifesto que será apresentado amanhã em Lisboa surgiu pela necessidade de denunciar a "apatia da sociedade portuguesa face ao problema da pobreza".
"Todo o discurso político, da comunicação social e da sociedade civil é em relação ao crescimento económico e à redução do défice público. Desta forma só se abrange 80 por cento dos mais ricos, esquecendo dos 20 por cento dos mais pobres", comentou João José Fernandes.
As estatísticas indicam que um em cada cinco portugueses vive no limiar da pobreza.
"Mas a realidade da pobreza é pior. Porque pobreza não é meramente falta de dinheiro, é também falta de acesso às necessidades que conferem dignidade na vida portuguesa”.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística, cerca de 20 por cento da população portuguesa encontrava-se, em 2001, numa situação de risco de pobreza, ou seja, dispunha de um rendimento por indivíduo inferior a 3589 euros (cerca de 300 euros por mês). A taxa de risco de pobreza média da União Europeia situa-se nos 15 por cento.
A Oikos, organização não governamental criada em 1988, assume que a sua missão é “promover a cooperação e a solidariedade para o desenvolvimento humano e sustentável das regiões e países mais desfavorecidos”.

in: Expresso

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"Atrocidades da Natureza" na Madeira


O dia 20 de Fevereiro de 2010 entra para a história recente da Madeira pelas piores razões. Uma precipitação atípica produziu uma quantidade de água anormal que as ribeiras não conseguiram conter. A água galgou as margens e destruiu o que encontrou pela frente. Mais de 40 mortos, uma centena de pessoas assistidas no Funchal e prejuízos elevados, com destruição de estradas e de pontes, fazem parte do balanço deste dia trágico....

sábado, 20 de fevereiro de 2010

"O Mistério da Varredora"

Poucos dias depois das Eleições Autárquicas, houve um comentário no Comporta-Opina, sobre a aquisição de uma Varredora por parte da Junta de Freguesia de Comporta. Ontem dia 19 de Fevereiro, não é que aparece a dita Varredora.
Mesmo sem o orçamento de 2010 aprovado, a Varredora faz testes nas ruas da Comporta.
Embora não discordemos com a necessidade e vantagem de tal objecto, ficam aqui algumas questões:

Onde andou a Varredora, durante quase 3 meses?
Porque não souberam os restantes elementos da Assembleia de Freguesia da sua existência?
Porque só agora aparece, depois da "viabilização" dos órgãos da Freguesia?
E se o orçamento não for aprovado, como irão pagar?
E será que a limpeza, vai ser sempre nas ruas do costume?

Estas e outras perguntas, são mais do que razão, para afirmar que a CDU, só sabe "governar" orgulhosamente só, à revelia de leis e da opinião da maioria dos votantes, pois, porque o PS e BE são e serão durante os próximos 4 anos, as vozes da maioria dos votantes da Freguesia de Comporta.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

4ª Edição do Atlantic Tour

Sob a batuta de António Moura da Alubox, a Herdade da Comporta vai receber entre 22 de Fevereiro e 28 de Março de 2010, a quarta edição do Atlantic Tour.


Durante trinta dias vão passar pela Herdade da Comporta cerca de 350 cavaleiros e 750 cavalos em representação de vinte países, o que coloca o Atlantic Tour entre os maiores eventos internacionais anuais e o maior em Portugal, em termos de duração, número de participantes e número de provas.

Nesta quarta edição, além das provas para cavalos novos, amadores, os três CSI2* e o internacional de quatro estrelas, a Alubox pela primeira vez, integrou no programa do Atlantic Tour, um CDI (prize money 40.000 €) que terá lugar entre 25 e 28 de Março próximo.

O evento conta com o alto patrocínio do Banco Espírito Santo, Turismo de Portugal, Herdade da Comporta, Região de Turismo do Alentejo, Polo de Turismo do Litoral Alentejano e da conceituada marca GPA, que irá patrocinar a prova de amazonas "GPA First Lady Cup". Em disputa estará a generosa quantia de 375 mil euros em prize money, dos quais 35 mil euros estão reservados para o Grande Prémio do CSI4* que terá lugar no dia 21 de Março.

Estão já confirmadas as inscrições de Kevin Staut, Campeão da Europa em título e toda a equipa francesa, bem como as equipas da Rússia e Ucrânia. A nível individual, teremos uma presença mais expressiva de conjuntos de países como a Suécia, Holanda e Alemanha, além dos participantes de outros países, que ano após ano, regressam para disputar o Atlantic Tour.

Ao longo de 30 dias, a exposição mediática nacional e internacional será de grande intensidade. Todos os dias haverá competições gerando resultados do maior interesse para as Federações Equestres Mundiais, pelas implicações que estes têm a nível do Ranking Mundial, bem como de participação em Campeonatos Mundiais (JEM 2010).

in: Equisport online

Raiva e Ódio

O Ódio é mais profundo que a Raiva. Enquanto a Raiva seria predominantemente uma emoção, o Ódio seria, predominantemente, um sentimento. Paradoxalmente podemos dizer que o ódio é um afecto tão primitivo quanto o amor. Tanto quanto o amor, o ódio nasce de representações e desejos conscientes e inconscientes, os quais reflectem mais ou menos o narcisismo fisiológico que nos faz pensar sermos muito especiais.


Assim como no amor, só odiamos aquilo que nos for muito importante. Não há necessidade de ser-nos muito importantes as coisas pelas quais experimentamos  a Raiva, entretanto, para odiar é preciso valorizar o objecto odiado.

A teoria do Sujeito-Objecto, diadacticamente coloca a idéia de que existem apenas duas coisas na nossa existência, eu, o sujeito e o não-eu, o objecto. E tudo o que sentimos, desde o nosso nascimento, são emoções e sentimentos em resposta ao objecto. Para que essa teoria possa ter a utilidade é imprescindível entendermos o objecto como tudo aquilo que não é  o eu, mais precisamente, tudo aquilo que não é a minha consciência.