sábado, 24 de abril de 2010

Hoje é dia 25 de Abril

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Faz 36 anos, 25 de Abril de 1974

Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de Estado militar que derrubou, sem derramamento de sangue e sem grande resistência das forças leais ao governo, o regime ditatorial herdado de Oliveira Salazar e aos acontecimentos históricos, políticos e sociais que se lhe seguiram, até à aprovação da Constituição Portuguesa, em Abril de 1976.




O regime que vigorava em Portugal desde 1933 cedia, de um dia para o outro, à revolta das forças armadas, lideradas por jovens oficiais. O levantamento, usualmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 por oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Os oficiais de baixa patente, os oficiais milicianos. estudantes recrutados, muitos deles universitários, vendo suas carreiras interrompidas, cedo aderiam.



É consensual ter trazido essa revolução, conduzida por esses jovens, a liberdade ao povo português, oprimido durante décadas.



Denomina-se "Dia da Liberdade" o feriado nacional instituído em Portugal para comemorar a revolução iniciada no dia 25 de Abril de 1974.

sábado, 17 de abril de 2010

Um deputado da nossa Freguesia preocupado com os nossos problemas!

Atlantic Ferries, S.A.


Entrave à produtividade e ao
desenvolvimento regional.

A empresa Atlantic Ferries, S.A. é hoje a actual concessionária
da travessia do Sado, esta empresa tem vindo desde
o inicio da sua actividade, a isolar a margem sul do Sado.
Começou com a deslocação do cais dos Ferries de Tróia
para Soltróia aumentado assim por sua livre vontade a
distância a percorrer, o que aliado ao elevado investimento
em imobilizado corpóreo se traduziu em um aumento dos
preços praticados superiores a 60% na classe A (de 5.60€
para 9.50€); de 100% (de 1.00€ para 2.00€) nos passageiros;
e assim sucessivamente nas outras classes.
Continuando a senda a empresa decide cortar o numero de
ligações diárias e aumentar o período de paragem nocturna
que passou de duas horas de tempo máximo sem ferries
nos cais para quatro horas e vinte cinco minutos fora do
verão e de três horas e quinze minutos durante o verão,
sendo actualmente a primeira ligação Soltroia-Setúbal às
6:50, com o argumento de que a península de Tróia não é
uma ilha.

Também não preocupada em assegurar a totalidade das
ligações assumidas no horário dos Ferries, que é de 35
minutos no período diurno e de 70 no período nocturno a
empresa optou por só comprar dois ferries. E sempre que
um dos Ferries avaria ou pára para as reparações periódicas
a que estão sujeitos, a ligação passa a ser sempre de 70 em
70 minutos, sendo que o utente menos frequente arrisca-se
a não passar no tempo em que decorrem os avisos e chegar
lá e não haver o Ferrie que convinha à sua vida pessoal ou
profissional.

Finalmente a empresa ainda sob o argumento da península
não ser uma ilha, a empresa já anunciou que vai cortar
mais ligações já a partir do dia 12-04-2010, sendo que a
primeira ligação via Ferrie Soltróia-Setúbal ocorrerá às
08:05,e a ultima às 22:25; no sentido Setúbal-Soltroia a
primeira será as 07:30 e a ultima às 21:50.

Existem empresas de diversos sectores (panificação, pescado,
construção, distribuição…) que utilizam esta ligação
de forma estratégica para o desenvolvimento da sua actividade,
que decorre nas duas margens do Sado, e que agora
não conseguirão sem dar a volta por Alcácer de Sal chegar
a Setúbal antes das 08:40.

Será aceitável este aumento do isolamento a que os habitantes
e as empresas da margem sul do Sado estão sujeitas?
Num tempo em que informação e comunicação são os
maiores motores da economia mundial temos que continuar
a lutar contra os velhos fantasmas de um passado que
se quer longínquo? Um português que durma em Almada e
vá trabalhar de carro para Lisboa paga 1.35€ de portagens
para atravessar o Tejo (Ida e Volta), o do Montijo paga
2.35€,e o de “Tróia” paga 19.00€ mais 4.00€ por ocupante.

Numa época em que se fala de descentralização e de combate
à idiossincrasia Lisboa – Resto do Pais, não será altura
de darmos as mãos e dizermos que queremos melhor?
Cada um de nós pode dar o seu contributo mas todos juntos
podemos gerar sinergias. Seria isto possível no Porto? Não
creio, e cá só será se deixarmos. Não nos podem afastar da
nossa capital de distrito e do resto do país. As alternativas
são insuficientes, a estrada que liga Alcácer do Sal a Setúbal
tem muito movimento e pouca segurança, precisamos
de melhores e mais baratas ligações ao outro lado do rio. E
temos legitimidade para tal, porque ao contrário do que nos
tem feito parecer somos cidadãos de primeira.

in: Litoral Alentejano(15 de Abril) 
Gonçalo Nunes
(Deputado à Assembleia de Freguesia da Comporta)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Em 24 de Abril de 1974 - ( Vêr, ouvir e calar )

O teatro do 24 de Abril




No tempo em que, segundo soi dizer-se, a revista ainda era a revista, Lisboa tinha em exibição dois exemplares dessa longínqua forma de expressão teatral tipicamente portuguesa. "Com Parra Nova", de e com Francisco Nicholson, ocupava a sala do ABC, no Parque Mayer. No Maria Vitória, no mesmo espaço agora feito cemitério de culturas passadas, estava em cena um sugestivo "Ver, Ouvir e Calar", com Ivone Silva.



Funcionavam, em Lisboa, salas de teatro como o Laura Alves, o Variedades e o Vasco Santana, no Parque Mayer. Ainda que muito marcado pelas comédias (não confundir com a revista), o panorama teatral tinha, naturalmente, também o seu lado sério, representado, por exemplo, nas apresentações de "A Morte do Caixeiro Viajante", de Arthur Miller, e "O Mar", de Edward Bond, respectivamente no Maria Matos e no Vasco Santana

Antes de Abril de 1974 ( Contagem decrescente )

Em 1973 os atentados continuam por parte das brigadas revolucionárias contra alvos militares, terminando o braço armado do PCP (ARA) a sua actividade em Maio de 1973


É proclamada unilateralmente a independência da Guiné-Bissau feita pelo PAIGC, em Madina do Boé, no interior do território. A mesma é reconhecida por oitenta países afro-asiáticos e pela OUA.

O governo demite da Função Pública todos os funcionários, que participaram na vigília da Capela do Rato.

- O Partido Socialista publica a sua Declaração de princípios, definindo-se como «radicalmente anticolonialista».

- As direcções do PS e do PCP assinam o acordo sobre o princípio da independência das colónias e da negociação com os movimentos de libertação, sendo esta a primeira vez que os representantes da oposição convergiram em relação à questão colonial.
As deserções nas forças armadas continuam sem distinção de patentes.
Está no ar o espírito de Abril, pois começam as movimentações dos capitães do exercito Português contra a publicação de um decreto-lei, que estabelece a passagem dos milicianos para o Quadro Permanente e desencadeando assim, o protesto dos capitães. Na cidade de Évora, reúne-se o Movimento dos Capitães, onde é assinada uma exposição colectiva por 136 oficiais, mais tarde numa reunião alargada do Movimento dos Capitães, em Lisboa, realizada simultaneamente em quatro locais, onde é coloca a hipótese do emprego da força para derrubar o regime, as reuniões continuam e em São Pedro do Estoril. São discutidos pela primeira vez problemas políticos e marcada, uma nova reunião para Óbidos, em que é eleita uma comissão coordenadora alargada sendo votados os nomes dos generais a contactar pelo movimento – António de Spínola e Costa Gomes.
Entretanto o general Spínola e o general Kaúlza de Arriaga, não chegam a acordo numa acção conjunta para deporem Marcelo Caetano.
Perto do final do ano de 1973, está definida a chefia da estrutura do Movimento dos Oficias das Forças Armadas, em reunião realizada na Costa da Caparica, constituída por Otelo Saraiva de Carvalho, Vítor Alves e Vasco Lourenço
Em 1974, acontece o ultimo atentado das Brigadas Revolucionarias contra o navio Niassa", que se preparava para sair de Lisboa com tropas para a Guiné
Continua a agitação estudantil com manifestações e greves contra a guerra colonial
Marcelo Caetano, desafia Costa Gomes e Spínola a tomarem o poder, tendo os dois generais recusado, entretanto o Movimento dos Capitães reúne-se em Cascais, onde aprova o embrião do futuro programa do Movimento das Forças Armadas
O Governo decreta o estado de alerta em todas as unidades militares do país, receando a movimentação dos oficiais das suas forças militares, pedindo Marcelo Caetano a demissão ao Presidente da República, que não a aceita, o general Kaúlza de Arriaga alerta Américo Tomaz, para a gravidade da situação política e militar.
E, começa a cheirar a revolta de verdade, quando, em 16 de Março de 1974 o Regimento de Infantaria da Caldas da Rainha avança sobre Lisboa, após a detenção do comandante e demais oficiais superiores da unidade, no entanto por falta de apoio os militares regressaram à unidade rendendo-se, foram presos cerca de duzentos militares, aqui nasceu o embrião da revolução dos cravos.
Após esta tentativa de golpe de Estado o governo em comunicado garante que «reina a ordem em todo o país».
Na ultima reunião clandestina da Comissão Coordenadora do MFA. O golpe é marcado para a semana de 20 a 27 de Abril. O general Costa Gomes aconselha o general António de Spínola a não participar no golpe de Estado militar então em marcha. O MFA derruba o regime através de um golpe de Estado, abrindo caminho ao imediato fim da guerra em África, à descolonização e à democratização do país, foi apresentada ao País a Junta de Salvação Nacional, composta por sete oficiais-generais.

domingo, 11 de abril de 2010

Antes de Abril de 1974 ( PIDE-DGS )

A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) foi a polícia política portuguesa entre 1945 e 1969.

A PIDE foi criada pelo Decreto-Lei n.º 35 046, de 22 de Outubro de 1945, substituindo a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, de quem herdou a estrutura, métodos e funções.
Apresentada como um "organismo autónomo da Polícia Judiciária", nos moldes da Scotland Yard, a PIDE foi realmente uma polícia política cuja principal função consistiu na repressão de qualquer forma de oposição ao Estado Novo de Oliveira Salazar.
A função da PIDE ia além da de polícia política, sendo igualmente responsável pelo controlo de estrangeiros e fronteiras, pela informação e contra-espionagem, pelo combate ao terrorismo e pela investigação de crimes contra a segurança do estado.
A PIDE exercia actividade em todo o território português no sentido de evitar dissidências nas organizações civis e militares, usando meios e métodos baseados nas técnicas alemãs aplicadas na Gestapo, é considerada por muitos historiadores uma das polícias mais eficientes de sempre. Justificava as suas actividades com o combate ao internacionalismo proletário e comunismo internacional.

sábado, 10 de abril de 2010

Antes de Abril de 1974 ( Zeca Afonso )

Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 60 do século XX, José Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo movimento militar que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.