sábado, 8 de maio de 2010

Comporta Cocoon Lodges????? What???

Ao "passearmos" no facebook, apareceu lá uma página "Comporta Cocoon Lodges", como tinha o nome da nossa terrinha fomos logo espreitar...
Aparentemente agora querem "povoar" o nosso pinhal com malta do papel. Um conceito novo de casa e piscinas feitas no meio da natureza que permitem o contacto directo com a mesma.
Parece que a Comporta por si já não chega para virem nas férias... Agora querem mais...
Isto trás-nos tanta coisa à cabeça, que nem sabemos ao certo o que dizer.
A questão ambiental?
Não há espaço para nós, pessoas de cá, morarmos e fazermos casas - "porque já não há terrenos"- mas parece que para quem tem dinheiro, INVENTAM formas.
Mas a questão que, para quem mora cá, vem de imediato é: "ENTÃO E OS MOSQUITOS?". No meio do pinhal, espalhar por aí casas e piscinas biológicas... Parece-nos hilariante... Vamos estar cá para ver no que vai dar...

Podem consultar em : http://www.comporta-cocoon-lodges.blogspot.com/
Esta foto foi retirada do blog http://www.comporta-cocoon-lodges.blogspot.com

A construção Piscina Biológica de COCOON EcoLodges - Comporta :


terça-feira, 4 de maio de 2010

Num edificio " Hoteleiro " da nossa terra...


CAVALEIRO-Senhora pode facultar-me o livro de reclamações?

"EMENGARDA"-Não tenho!..

Além de não poder-se negar o fornecimento do livro de reclamações, é a péssima imagem, da nossa Comporta que está em causa. Este episódio aconteceu no passado fim de semana, enquanto decorria as provas de equitação.
Por estas e outras "mil" razões, os turistas preferem procurar alojamento noutras paragens. Fica em causa o bom nome da Comporta e o prejuizo que daí advém para a economia local.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

1º de Maio ( Comemoração de uma UTOPIA !? )

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.


Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outro países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

QUERCUS DENUNCIA "ATENTADO" AO AMBIENTE EM EXPLORAÇÃO DE SAIBRO NA HERDADE DA COMPORTA

A associação ambientalista Quercus denunciou  o risco ambiental encontrado na saibreira da Herdade da Comporta (propriedade do Grupo Espírito Santo), em Alcácer do Sal, depois de se ter deslocado ao local e constatado depósitos de entulho, com tijolos e alcatrão, e que "ultrapassam os muitos milhares de toneladas", escondidos debaixo de uma camada de areia.


Diogo Gomes, da Quercus do Litoral Alentejano confirma que "tem havido pessoas que vão lá depositar entulho, bocados de tijolos e até alcatrão, em quantidades muito grandes. Não se sabe há quanto tempo, nem há forma de calcular as quantidades, sendo que houve uma cobertura rápida com as areias", sendo que com a água das chuvas arrastou a areia e "está tudo à vista".

A acusação recai sobre a empresa Burgausado, que "deverá perder a concessão da saibreira no início de Maio por denúncia do respectivo contrato", de "acentuar o ritmo de exploração, laborando mais de 17 horas por dia e colocando em perigo a segurança dos trabalhadores".

Diogo Gomes aponta ainda que "sabendo-se que as escavações estarão abaixo dos níveis freáticos, o problema colocará em risco a saúde pública e terá impactes graves ao nível da conservação da natureza e do ambiente".

Manuel Cachadinha, responsável da empresa Burgausado justifica-se dizendo que "às vezes colocamos lá [na saibreira] terras vegetais, tiradas do Carvalhal [Grândola] e que às vezes têm alguns resíduos de tijolo, porque eram terrenos que antigamente eram galinheiros. Não retiramos esses resíduos porque não dá para ter alguém a tirar pedrinha a pedrinha".

A denúncia da Quercus foi apresentada ao Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, no dia 18 de Abril, e na segunda-feira contactou o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), tendo acompanhado "os vigilantes ao local, de forma a tomarem conta da ocorrência.

sábado, 24 de abril de 2010

Hoje é dia 25 de Abril

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Faz 36 anos, 25 de Abril de 1974

Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de Estado militar que derrubou, sem derramamento de sangue e sem grande resistência das forças leais ao governo, o regime ditatorial herdado de Oliveira Salazar e aos acontecimentos históricos, políticos e sociais que se lhe seguiram, até à aprovação da Constituição Portuguesa, em Abril de 1976.




O regime que vigorava em Portugal desde 1933 cedia, de um dia para o outro, à revolta das forças armadas, lideradas por jovens oficiais. O levantamento, usualmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 por oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Os oficiais de baixa patente, os oficiais milicianos. estudantes recrutados, muitos deles universitários, vendo suas carreiras interrompidas, cedo aderiam.



É consensual ter trazido essa revolução, conduzida por esses jovens, a liberdade ao povo português, oprimido durante décadas.



Denomina-se "Dia da Liberdade" o feriado nacional instituído em Portugal para comemorar a revolução iniciada no dia 25 de Abril de 1974.

sábado, 17 de abril de 2010

Um deputado da nossa Freguesia preocupado com os nossos problemas!

Atlantic Ferries, S.A.


Entrave à produtividade e ao
desenvolvimento regional.

A empresa Atlantic Ferries, S.A. é hoje a actual concessionária
da travessia do Sado, esta empresa tem vindo desde
o inicio da sua actividade, a isolar a margem sul do Sado.
Começou com a deslocação do cais dos Ferries de Tróia
para Soltróia aumentado assim por sua livre vontade a
distância a percorrer, o que aliado ao elevado investimento
em imobilizado corpóreo se traduziu em um aumento dos
preços praticados superiores a 60% na classe A (de 5.60€
para 9.50€); de 100% (de 1.00€ para 2.00€) nos passageiros;
e assim sucessivamente nas outras classes.
Continuando a senda a empresa decide cortar o numero de
ligações diárias e aumentar o período de paragem nocturna
que passou de duas horas de tempo máximo sem ferries
nos cais para quatro horas e vinte cinco minutos fora do
verão e de três horas e quinze minutos durante o verão,
sendo actualmente a primeira ligação Soltroia-Setúbal às
6:50, com o argumento de que a península de Tróia não é
uma ilha.

Também não preocupada em assegurar a totalidade das
ligações assumidas no horário dos Ferries, que é de 35
minutos no período diurno e de 70 no período nocturno a
empresa optou por só comprar dois ferries. E sempre que
um dos Ferries avaria ou pára para as reparações periódicas
a que estão sujeitos, a ligação passa a ser sempre de 70 em
70 minutos, sendo que o utente menos frequente arrisca-se
a não passar no tempo em que decorrem os avisos e chegar
lá e não haver o Ferrie que convinha à sua vida pessoal ou
profissional.

Finalmente a empresa ainda sob o argumento da península
não ser uma ilha, a empresa já anunciou que vai cortar
mais ligações já a partir do dia 12-04-2010, sendo que a
primeira ligação via Ferrie Soltróia-Setúbal ocorrerá às
08:05,e a ultima às 22:25; no sentido Setúbal-Soltroia a
primeira será as 07:30 e a ultima às 21:50.

Existem empresas de diversos sectores (panificação, pescado,
construção, distribuição…) que utilizam esta ligação
de forma estratégica para o desenvolvimento da sua actividade,
que decorre nas duas margens do Sado, e que agora
não conseguirão sem dar a volta por Alcácer de Sal chegar
a Setúbal antes das 08:40.

Será aceitável este aumento do isolamento a que os habitantes
e as empresas da margem sul do Sado estão sujeitas?
Num tempo em que informação e comunicação são os
maiores motores da economia mundial temos que continuar
a lutar contra os velhos fantasmas de um passado que
se quer longínquo? Um português que durma em Almada e
vá trabalhar de carro para Lisboa paga 1.35€ de portagens
para atravessar o Tejo (Ida e Volta), o do Montijo paga
2.35€,e o de “Tróia” paga 19.00€ mais 4.00€ por ocupante.

Numa época em que se fala de descentralização e de combate
à idiossincrasia Lisboa – Resto do Pais, não será altura
de darmos as mãos e dizermos que queremos melhor?
Cada um de nós pode dar o seu contributo mas todos juntos
podemos gerar sinergias. Seria isto possível no Porto? Não
creio, e cá só será se deixarmos. Não nos podem afastar da
nossa capital de distrito e do resto do país. As alternativas
são insuficientes, a estrada que liga Alcácer do Sal a Setúbal
tem muito movimento e pouca segurança, precisamos
de melhores e mais baratas ligações ao outro lado do rio. E
temos legitimidade para tal, porque ao contrário do que nos
tem feito parecer somos cidadãos de primeira.

in: Litoral Alentejano(15 de Abril) 
Gonçalo Nunes
(Deputado à Assembleia de Freguesia da Comporta)