quinta-feira, 6 de outubro de 2011

S.O.S Acabem com os esgotos a céu aberto!

As actividades domésticas e hoteleiras (hotéis, pensões, restaurantes) constituem também importantes fontes de poluição das águas, em especial nas áreas de forte concentração urbana.




Carregadas com grandes quantidades de matéria orgânica, nutrientes e microrganismos, as águas residuais e dos esgotos são também frequentemente lançadas, sem tratamento prévio, nos rios, lagos e albufeiras, o que constitui uma grave ameaça para a saúde das populações.

As águas fluviais são constantemente agredidas pelo excesso de poluentes derramados e despejados nestas águas. Os constantes despejos de esgotos dos centros urbanos estão carregados de substâncias que podem contribuir para o aparecimento de ovos de parasitas, fungos, bactérias, e vírus que ocasionam doenças como tifo, tuberculose, hepatite e cólera.
A maciça utilização de fertilizantes químicos e pesticidas na agricultura moderna tem como consequência, para além da poluição dos solos, a degradação dos recursos hídricos, quer superficiais quer subterrâneos.

As águas das chuvas e de irrigação conduzem parte desses produtos para os rios, lagos e albufeiras, onde provocam graves perturbações ou mesmo a morte dos seres vivos pela ingestão da água envenenada. Por outro lado, e como também já salientámos, pela infiltração desse produtos no solo eles podem atingir as toalhas freáticas, degradando assim as águas subterrâneas, com as consequências fáceis de calcular.

A pecuária moderna e a avicultura tornaram-se também fontes de poluição. Dejectos, substancias químicas componentes das rações (nomeadamente hormonas), sangue e pedaços de vísceras oriundas dos matadouros e detergentes utilizados na lavagem das pocilgas, estábulos e aviários, são lançados nos efluentes sem qualquer tratamento, contaminando também as águas superficiais e subterrâneas, além do seu cheiro nauseabundo, que empesta a atmosfera.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os tesouros da costa da Galé...

Câmara e Universidade Nova unem-se para descobrir património arqueológico subaquático

A localização de uma nau espanhola com 22 toneladas de ouro e prata, que terá naufragado perto de Troia, é um dos objetivos da prospeção subaquática que vai ter lugar entre Melides e a Comporta nos próximos três anos.

A prospeção subaquática no litoral alentejano vai decorrer no âmbito de um protocolo a celebrar dia 4 de outubro entre a Câmara de Grândola e o Instituto de Arqueologia e Paleociências da Universidade Nova de Lisboa.

“É um projeto de arqueologia subaquática, que conta com a colaboração de mergulhadores amadores, de arqueólogos e alunos de arqueologia da Universidade Nova, e que visa detetar qualquer traço de património cultural submerso naquela zona”, disse à Lusa Alexandre Monteiro, arqueólogo da Universidade Nova de Lisboa, um dos responsáveis pelo projeto a desenvolver nos próximos três anos na zona costeira do concelho de Grândola.



“É uma zona extremamente rica do ponto de vista científico. Cronologicamente tem ocupações que se estendem desde o neolítico até à idade contemporânea, há o porto romano e o complexo fabril de Troia, que esteve em atividade durante 400 anos, e depois há toda uma série de naufrágios que, desde que existem registos, desde a Idade Moderna, que estão documentados”, acrescentou.

Segundo Alexandre Monteiro, a prospeção subaquática vai justamente começar pela procura do navio espanhol que se perdeu em 1589, em frente a Troia, e de um navio holandês, com uma carga de ânforas e moedas de prata, que se perdeu em 1626, em Melides.

“É possível encontrar-se tesouros – ouro, prata e porcelana chinesa, porque temos registos de cargas dessas perdidas. Mas, de acordo com a legislação e a convenção da UNESCO sobre o património cultural subaquático, da qual Portugal é signatário, esse património pertence ao domínio público, de todos e não pode ser vendido”, disse.

Alexandre Monteiro salientou, no entanto, a importância que poderão ter para o país eventuais descobertas arqueológicas.

“Obviamente que esse património vai integrar as reservas arqueológicas do país, com toda a riqueza científica que esses objetos trarão, porque estamos a falar de uma parte da costa portuguesa que nunca foi explorada do ponto de vista arqueológico”, disse.

O arqueólogo referiu ainda que há notícia de que terá sido desviado algum do património arqueológico subaquático da zona compreendida entre Melides e Troia, a partir da década de 50, quando surgiu o mergulho amador em Portugal.

“Há registo de ânforas intactas que saíram, quase que à palete, do fundo de Troia, há registos de moedas em ouro que foram retiradas da zona da Comporta, e nunca houve, verdadeiramente, uma ação de arqueologia”, frisou.

O protocolo entre a Câmara de Grândola e a Universidade Nova de Lisboa prevê a realização de mergulhos exploratórios no primeiro ano, para determinar as condições de fundo do mar e as condições de sedimento.

No segundo ano deverá iniciar-se um período de ‘prospeção geofísica’, em que será efetuado um trabalho de deteção remota, desde Melides até à de Troia, que identificará os vários alvos que existirão no fundo do mar, a que se segue uma avaliação para decidir o curso da investigação arqueológica.

De acordo com pesquisas documentais de investigadores do Instituto de Arqueologia e Paleociências da Universidade Nova de Lisboa, em arquivos portugueses, espanhóis, ingleses e holandeses, há registo da perda de vários navios entre Melides e Troia.

A confirmar-se que alguns desses navios se afundaram na zona que vai ser objeto de prospeção subaquática, os arqueólogos admitem a possibilidade de se encontrarem vestígios de embarcações pré-clássicas, clássicas e medievais islâmicas e cristãs.

in: DiárioOnline(Lusa)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ribeira da Comporta ( um afluente do rio Sado ).

Ribeira do distrito de Setúbal que nasce a norte da Serra de Grândola, e que desagua na margem esquerda do Rio Sado, na povoação da Comporta, concelho de Alcácer do Sal.

Até à cerca de 6000 anos a ribeira da Comporta desaguava diretamente no oceano Atlântico no enfiamento do canhão submarino do Sado. Com a formação da restinga que deu origem à atual península de Troia, o curso do troço terminal da ribeira infletiu para norte, passando a desaguar no estuário do Sado.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O município dá... mas porque tem interesses, claro!

"O Município de Alcácer do Sal vai conceder apoio financeiro extraordinário à Santa Casa da Misericórdia do Torrão, ao Centro Social e Paroquial de São Pedro da Comporta e à Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Pazôa)."
"(...)a autarquia decidiu atribuir um subsídio 36 mil euros ao Centro Social e Paroquial da Comporta, destinados a suprir a cedência de recursos humanos desta instituição que irão dar apoio à nova sala de pré-escolar do Centro Escolar da Comporta."

in: http://www.cm-alcacerdosal.pt/PT/Actualidade/Noticias/Paginas/Municipioconcedeapoioextraordinarioainstituicoesdoconcelho_.aspx
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domingo, 31 de julho de 2011

O nosso lixo "doméstico"...

Porque andam os portugueses tão indignados, quando uma agência de rating chamada Moodys, classificou Portugal de “lixo”?


Sou um patriota convicto!

Mas se analisar o que se tem passado no meu país, encontro “lixo” que as incineradoras existentes não chegam para extinguir todo o “lixo” que por ai anda!

Vejamos :- Se tivermos em consideração que os tribunais funcionam apenas para os “pilha galinhas”, enquanto a criminalidade organizada vai proliferando a uma escala nunca antes vista.

As cunhas a par com a pequena corrupção, vão continuando nas repartições públicas… Os serviços policiais aplicam as leis apenas a uma parte da população. O médico de família arranja uma consulta se lhe oferecerem uma galinha, o fiscal da Câmara é conivente com situações irregulares se isso lhe trouxer vantagens…, os Presidente das Juntas e das Câmaras não são representantes de todos os cidadãos…as oportunidades nos empregos e no ensino não são iguais para todos os portugueses, a ASAE aplica as leis a uns, enquanto com outros passa ao lado… etc…etc…

Depois desta rápida análise, do estado desta nação, é urgente mudar o rumo das coisas para que não nos chamem de “lixo”.
 A limpeza deve começar perto da nossa porta e logo atingiremos o topo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O "tal" artigo da Visão enviesada

Achámos que, por mais interessante que nos parecesse colocar o artigo da revista Visão no Comporta Opina, poderia -eventualmente- não ser correto. Pensámos nos direitos de autor e nessas questões legais, porque uma vez que a revista se encontra à venda, poderíamos ter problemas...

Então não é que agora encontrámos o artigo na íntegra publicado pelos senhores do Rio Forte, grupo Espírito Santo (CLARO)... Eles certamente não terão chatices...
 
Aqui fica o artigo, para quem quiser ler:

Artigo da Visão: O que é que a Comporta tem?

Até é compreensível que não tenham problemas em publicar. Porque até foi a informação fornecida por eles e de acordo com os seus interesses.
O povo? Os que cá habitam todo o ano? Esses são como os mosquitos: só incomodam!?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A miopia da "Visão" !?

Como não podia deixar de ser, o Comporta-Opina depois de ter conhecimento do texto da revista Visão, com o título (O que é que a Comporta tem?); passa a relatar com todo o direito, a sua indignação em relação a certos “factos” e afirmações no referido texto.


Com todo o respeito para com a senhora Rosa Ruela(autora do texto), mas com menor respeito pelos “pseudo-amantes ou “descobridores/colonizadores” da Comporta”.

Nos longínquos aos 20 e 30 do século XX, uma família de origem Inglesa usando a mão de obra barata e faminta de gentes das mais variadas regiões do país, meteram mãos á obra e desbravaram as terras desta Herdade.

Nos anos 60 e 70 foram construídas as estradas que ligariam a Comporta a Tróia bem como a Alcácer do Sal. Na sequência de tudo isto foram homens do povo os pioneiros a criarem os acessos ás praias da Comporta, Carvalhal e Pego.

Nos anos 70,80 e 90 os turistas humildes, deram alma e vida a toda esta região, chegavam, usufruíam, respeitavam, contribuíam para a economia local e regressavam ás suas terras com vontade de voltar.

As elites não passam disso mesmo(elites), usam e abusam, sem qualquer respeito pelos originários desta região.

Lamentamos que tenham ficado de fora, (de uma forma descaradamente propositada), a não referência aos comércios que realmente foram, e são, o suporte da micro-economia, gerida pelos descendentes dos primeiros comerciantes e por outros (filhos da terra) que deram alma e aguentaram os momentos maus e bons através da sua carolice, mas que vão cuidando e dando alma ás aldeias da herdade nos 365 dias do ano.

Homenageando os resistentes no “braço de ferro” entre as ideias elitistas e os filhos do povo que teimam em ficar por cá, realço o nome de inúmeros estabelecimentos que são tão dignos de reconhecimento, como os que vem no texto. Estes sim, são genuínos, não tem decorações nem pratos importados: Rei do Choco, O Caldeiradas, O Rola, O Barco do Sado, O Frango Assado, O Mário, Restaurante DªGuida, O Folha, S.João, Tasquinha da Comporta, Bar O Arado, 100 Sabores, O Zé, O Celeiro, Pizzaria do Monte, Pastelaria Eucaliptus, A Cegonha, O Central, Loja da Rita, Loja da DnªNatalina, Clube da Comporta, Papelaria da Comporta, Minimercados Casas da Comporta e Gomes, A Glória, O Pinheiro, Mira Ponte, O Avelino, S.Romão, e todos os outros que com as suas empresas são 80% do motor económico desta região.