domingo, 13 de junho de 2010

Estamos com Portugal!

Embora o futebol não faça desaparecer os problemas...
Se há altura para agir incorrectamente, essa altura é agora. O povo está mergulhado no mundo do Mundial, nas viagens constantes a África fica entorpecido, extasiado, alienado... O povo esquece  que se passa por cá e pelo mundo, o que dá asas a  aumentos disto e daquilo, cortes na saúde, na educação e nos bolsos de todos os portugueses...
Mas nada disso faz mal, porque a Selecção joga dia 15, 21 e 25. Só importa o aumento de golos e défice de vitórias. E esperamos que nos faça esquecer tudo o resto até à final!!! E se possível também uns dias depois.... se formos campeões.

5 comentários:

PM disse...

Ó Pina no novo circo foram resolvidos os problemas.

“Circo Europa”

Meninas e meninos, senhoras e cavalheiros, o maior espectáculo do mundo vai começar, bem vindos ao Circo Europa, bem sei que a tenda está rota, os animais estão subnutridos e os artistas estão em greve, mas meninas e meninos, senhoras e cavalheiros nada pode parar o maior espectáculo do mundo, mais uma vez sejam bem vindos.

Meninas e meninos, senhoras e cavalheiros, temos uma boa notícia é que os palhaços não estão em greve, apesar de o palhaço rico estar cada vez mais rico e o palhaço pobre estar cada vez mais pobre, ainda assim aí estão, o Batatinha mais remendado do que habitualmente e o Rico com muito mais brilhantes, lindo número para agrado da pequenada.

Foi assim uma primeira vez e uma segunda, mas não mais, não era possível satisfazer o público só com o número de palhaços, assim foi declarada a crise profunda no circo e a direcção reuniu de emergência, nada poderia parar o maior espectáculo do mundo, as soluções tinham que ser encontradas.

E logo alguém com muita propriedade se lembrou, estamos assim por causa da globalização, há circos no mundo muito mais baratos que o nosso, por isso as pessoas não vêm a este, tiro certeiro, bastou identificar o mal para faltar apenas meio caminho para a cura, foram só mais umas poucas reuniões, alguns contactos e um plano detalhado para o sucesso do espectáculo estar de novo garantido.

O circo teria que mudar de nome, a nova tenda foi mandada vir de local mais competitivo, a ração para os animais foi negociada a nível global e os novos artistas foram contratados num país longínquo, o sucesso foi de tal ordem que os prémios dos directores do circo foram aumentados em trezentos por cento e de novo o público pode aplaudir não só os palhaços como todos os restantes números.

Meninas e meninos, senhoras e cavalheiros, o maior espectáculo do mundo vai começar, bem vindos ao Circo Global, nesta magnífica tenda nova, made in Bangladesh, com os nossos vistosos animais alimentados a ração Paquistanesa e os melhores artistas vindos directamente de Pequim, meninas e meninos, senhoras e cavalheiros nada pode parar o maior espectáculo do mundo, mais uma vez sejam bem vindos.

Zé dos Papéis disse...

Campeões... da alienação! Claro!

PM disse...

Ó Pina estamos com Portugal alargado.

“Alargar Portugal”

Nem verde esperança, nem vermelho ketchup, ainda não foi desta, assim como não tem sido desde há um bom par de anos a esta parte, mas não desistamos porque este país não está condenado a ser o mais atrasado da Europa, nem a nossa selecção está condenada a ser eterna portadora de vitórias morais.

Digo e repito esta não é uma república das bananas, não estamos condenados a viver só de corrupções, de fundações, processos judicias mediáticos, inquéritos parlamentares sem eira nem beira, orçamentos não cumpridos, suspeições nunca provadas, PEC’s I, II e III, há que dar a volta e buscar insistentemente o verde esperança.

Digo e repito a nossa selecção não é uma selecção de bananas, não estamos condenados a acertar sempre na barra e no poste, ainda se bola à barra valesse meio golo, ao fim de duas boladas com o ferro a abanar já tinhamos um tento, mas nem isso, temos que acabar com o mau agoiro e buscar insistentemente o vermelho ketchup.

O país está demasiado estreito, a democracia instalada e consistentemente instalada afunila-nos as vistas, este sistema de partidos alapados ao poder com meia dúzia de protagonistas como timoneiros dos nossos destinos, sempre os mesmos, sem provas dadas, mas que saem sempre bem, deixando-nos a nós nas embrulhadas.

O nosso futebol também está demasiado afunilado, parece que esquecemos o jogo pelas alas, os centros à linha, as trivelas e agora para mal dos nossos pecados ainda surgiram as vuvuzelas para desconcentrar as nossas estrelas, também aqui sem provas dadas tudo parece apontar para um boa embrulhada.

Mas ainda há tempo, vamos fazer o que ainda não foi feito, vamos alargar Portugal, integremo-nos em Espanha, eles vão desembrulhar-se da crise primeiro do que nós e podemos aproveitar a boleia, com o benefício para todos do efeito de escala e podemos desde já beneficiar da sua vitória no campeonato do mundo de futebol.

Anónimo disse...

Zeportugales, açores 16/06/10 23:43

Estes politicos e polititecos, são todos a mesma trampa, sejam de direita, centro ou esquerda. Falam, falam, mandam uma data de bocas, mas "RESOLUÇAÕ CONCRETA DOS PROBLEMAS GRAVES DO PAISECO, ALTERNATIVAS E SUGESTÕES PARA OS MESMOS, NADA" Todos querem é MAMAR e sacar o mais que podem. Para quando acabarem com esta gentalha e nomear um conselho de gestão para governo dos paises, com auditorias e contas prestadas á nação.

http://economico.sapo.pt/noticias/governo-deve-preocuparse-com-o-emprego-de-uma-forma-mais-consequente_92262.html

PM disse...

Ó Pina estou desavindo com este século XXI do caraças.

“O amigo americano”

O amigo americano morreu esta madrugada, após ter estado vinte e cinco anos preso pelo crime a que fora condenado, a aguardar a execução da pena capital, no estado do Utah onde escolheu ser morto por fuzilamento, após ter escolhido a sua última refeição e o referido método de execução, direitos consagrados na lei americana.

Apesar da execução de condenados por fuzilamento estar proibida desde há seis anos neste estado americano, este condenado pôde usufruir deste modo de execução por ter sido condenado antes da entrada em vigor desta proibição que para os devidos efeitos não pôde nos termos da constituição produzir efeitos retroactivos.

Não sei qual foi o seu crime e apesar da discussão em torno da pena capital, os críticos consideram-no arcaico, no entanto alguns peritos defendem ser este um método “mais humano” do que a injecção letal, rápido é seguramente, mas mais humano seria praticar o mandamento “não matarás”, coisa que em pleno século XXI ainda não é possível infelizmente.

Em pleno século XXI já deveria ter sido também proferido o mandamento “não asfixiarás os teus concidadãos mais desfavorecidos pela via fiscal”, mas tal não foi ainda possível infelizmente e muitos de nós estamos assim a ser condenados a uma morte lenta nesta conquista pacífica do primado da economia sobre o primado dos valores humanos, sem inversão à vista, antes pelo contrário.

Poderia então instituir-se aqui a discussão entre o direito a uma morte rápida ou uma morte lenta, sendo certo que o único direito que qualquer ser humano tem quando nasce é ter uma morte e não deveria aos poderes instituídos ser conferido qualquer poder de interferir na sua velocidade, coisa que em pleno século XXI ainda não é possível infelizmente.

Século XXI do caraças, bom mas já que nada disto é possível, ao menos e tal como no primeiro exemplo, a forma de interferir na velocidade da morte dos cidadãos não deveria nunca produzir efeitos retroactivos, fosse esta por fuzilamento ou sob a forma de aumento gradual dos impostos, século XXI do caraças.