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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ribeira da Comporta ( um afluente do rio Sado ).

Ribeira do distrito de Setúbal que nasce a norte da Serra de Grândola, e que desagua na margem esquerda do Rio Sado, na povoação da Comporta, concelho de Alcácer do Sal.

Até à cerca de 6000 anos a ribeira da Comporta desaguava diretamente no oceano Atlântico no enfiamento do canhão submarino do Sado. Com a formação da restinga que deu origem à atual península de Troia, o curso do troço terminal da ribeira infletiu para norte, passando a desaguar no estuário do Sado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os NOSSOS mosquitos

Investigação portuguesa revela surgimento mosquitos híbridos

Dois tipos de mosquitos com hábitos alimentares diferentes estão a cruzar-se geneticamente em Portugal, aumentando o risco de doenças como a febre do Nilo, devido à probabilidade de picarem aves migratórias e o homem simultaneamente.
As duas formas de mosquitos pertencem ao mesmo grupo, mas vivem tradicionalmente em habitats distintos, uma à superfície, outra em ambiente subterrâneo. Uma alimenta-se em aves e outra no homem.
Só que na Comporta, Alentejo, uma equipa de investigadores portugueses descobriu híbridos, resultantes dessa união.
É a primeira investigação em Portugal sobre este tema, já amplamente estudado nos EUA, e está a cargo de uma equipa multidisciplinar liderada por João Pinto, do Centro de Malária e Doenças Tropicais, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical.
«Esta espécie apresenta duas formas, que têm comportamentos diferentes. O mais interessante, a nível médico, é o facto de uma se alimentar preferencialmente por aves (pipiens), que são reservatórios destes vírus», contou o investigador à agência Lusa, acrescentando que a outra forma (molestus) se alimenta essencialmente em mamíferos, entre os quais o homem.
Os investigadores encontraram na Comporta uma taxa de hibridação de 15 por cento e estão já a estudar outras regiões do país.
«O que nos levou a estudar este grupo particular de mosquitos em Portugal foi precisamente o facto de transmitirem algumas doenças e já estarem associados a uma epidemia de febre do Nilo ocidental em larga escala, ocorrida há alguns anos nos EUA», disse o investigador, frisando que em Portugal não há casos, por enquanto, nem se espera qualquer situação de alarme nos próximos tempos.
Porém, a investigação permite obter a informação necessária perante um cenário de combate a esse fenómeno, seja através de insecticidas ou outras medidas.
«Havia muito pouca informação acerca destas populações no Sul da Europa, mas já tínhamos conhecimento da presença da espécie em Portugal», afirmou, recordando dois casos de turistas irlandeses infectados no Algarve, onde acamparam para observar aves.
O especialista conta que as duas formas de mosquitos pertencem à espécie mais comum e estão «mais ou menos isoladas» uma da outra, com vários registos que o atestam.
«No Norte da Europa - onde a forma molestus ocupa habitats subterrâneos - o exemplo mais interessante são os túneis do Metro de Londres, enquanto a outra forma que se alimenta em aves vive à superfície», relata.
A equipa, maioritariamente constituída por biólogos, constatou que ambas as formas vivem juntas e à superfície na Comporta, no mesmo espaço, naquilo a que se designa por «populações simpáticas».
Foi também feito um estudo genético para ver se, estando a coexistir no mesmo espaço, os mosquitos mantinham um grau de diferenciação.
«Verificámos que, apesar de eles estarem a habitar o mesmo espaço, mantêm-se diferenciados. No entanto, encontrámos taxas de hibridação da ordem dos 15 por cento, ou seja, estas formas estão a cruzar genes entre si e isso tem uma importância epidemiológica», acrescentou João Pinto.
A epidemia de febre do Nilo vivida nos Estados Unidos dispersou-se em três/quatro anos por cerca de dois terços do território norte-americano.
A doença pode ser grave, mas nem sempre o é, refere João Pinto, explicando que geralmente causa sintomas febris, mas também pode originar problemas neurológicos graves, nomeadamente no desenvolvimento de meningites e encefalites, que podem resultar em morte.
Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Herdade da Comporta: Depósitos de alcatrão e entulhos em Saibreira



O Núcleo Regional do Litoral Alentejano da Quercus (NRLA), na sequência do comunicado de imprensa do dia 22/04/2009, sobre a situação existente na Saibreira localizada na Herdade da Comporta, presta os seguintes esclarecimentos:

1. As quantidades de entulhos depositados na saibreira e indicadas no comunicado supra referido assentaram em denúncias locais que afirmavam tratar-se de “…muitos milhares de toneladas, boa parte dos quais se apresentavam soterrados, mas facilmente visíveis, sobretudo em dias de chuva, que os deixavam a descoberto.

1.1. Tendo sido recentemente apresentada documentação pela “Burgausado”, que comprova a remoção de 28 toneladas de entulhos, poder-se-á afirmar que essa dificuldade – a de determinar as quantidades exactas de entulho - foi igualmente sentida por esta Empresa uma vez que afirmou em resposta à Quercus, do dia 27/04/09:

«No local não há entulhos. Há alguns resíduos de tijolo e argamassa, que vieram juntos com cerca de 30.000m3 de terras vegetais que foram lá colocadas, pela empresa, para recuperação paisagística (resíduos esses que não devem chegar a uma tonelada!)…».

1.2. Se o NRLA exagerou na quantidade dos entulhos, não foi seguramente por má fé mas por estarmos convencidos de que o que se dizia era verdade, ao que acrescem as mesmas razões pelas quais a “Burgausado”, em 27/04/2009, afirmou que no local não havia entulhos mas apenas «alguns resíduos de tijolo e argamassa», para pouco depois apresentar documentação comprovativa da remoção de “pelo menos 28 toneladas de entulhos”.

1.3. Aceitamos a argumentação da “Burgausado” e se é por aqui que está a dúvida, reafirmamos formalmente as 28 toneladas de entulhos, o que, convenhamos, não é pouco…

2. O NRLA pretendeu igualmente alertar para os riscos para a Saúde Pública e os impactes graves ao nível da conservação da natureza e do ambiente, caso não fosse a situação rapidamente rectificada.

2.1. Relativamente a este assunto a empresa “Burgausado” terá diligenciado para que se efectuassem análises à água.

2.2. Embora o NRLA desconheça as condições em que foram efectuadas tais análises (profundidades, localizações exactas, parâmetros analisados, técnicas analíticas utilizadas, etc), congratulamo-nos com o facto de as mesmas terem revelado ausência de contaminação, nomeadamente, no momento em que foram realizadas.

3. Quando o NRLA se referiu ao ritmo de exploração e aos problemas de segurança, no seu anterior comunicado, fê-lo com base em denúncias de residentes das imediações e da constatação, no local, de movimentações na Saibreira durante um horário de, aproximadamente, 17 horas.

3.1. Não pretendeu afirmar que, qualquer trabalhador da “Burgausado” teria que assegurar esse horário.

3.2. Outrossim, neste caso, funcionou a nossa boa fé e também aqui aderimos à documentação apresentada, sem no entanto se nos terem desfeito as dúvidas.

4. A falta de vedação em zonas de forte inclinação, como por exemplo, nas zonas de descarga dos entulhos revelavam-se como problemas de segurança e, por este motivo, mereceram igualmente destaque no comunicado.

4.1. Aliás, a execução de tal vedação teve o seu início num dos momentos da deslocação ao local dos representantes da Quercus e do ICNB.

O NRLA congratula-se que, relativamente às questões ambientais, a empresa tenha tomado providências para rectificar as situações existentes, levando mesmo a que se possa admitir exagero nas quantidades de resíduos anteriormente mencionadas, no comunicado de imprensa do Núcleo Regional do Litoral Alentejano da Quercus de 22/04/2009.

Face ao exposto, acreditamos que, não obstante a existência de discrepâncias entre o afirmado inicialmente e os dados que nos foram apresentados, a intervenção do Núcleo Regional do Litoral Alentejano da Quercus contribuiu para uma mais rápida resolução dos problemas existentes, a bem do ambiente.

Santo André, 1 de Outubro de 2009

A Direcção da Quercus do Litoral Alentejano

in: http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=2983

domingo, 18 de outubro de 2009

Golfinho-comum ou Roaz-Corvineiro

Nome científico: Tursiops truncatus

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
Família: Delphinidae
Género: Tursiops
Espécie: T. truncatus
Outros nomes
Roaz-corvineiro, golfinho-roaz ou golfinho-nariz-de-garrafa

Distribuição
Os golfinhos-comuns podem ser encontrados em todos os mares temperados do mundo, parecendo só evitar as frias águas mais perto do polos.

Em portugal continental
Ao longo da Costa Portuguesa, é possível encontrar algumas espécies destes animais com alguma facilidade. No entanto, a única colónia permanente que existe é unicamente composta por Roazes-Corvineiros, e vive no estuário do Sado. Este grupo, composto por cerca de 40 elementos, começa a sentir algumas dificuldades de sobrevivência, já que grande número de crias não consegue sobreviver para além das primeiras semanas. Julga-se que o principal factor desta grande mortalidade de juniores é o elevado nível de poluição do rio Sado.

Os insecticidas utilizados na agricultura podem também ser a causa destas mortes.
Esta colónia é monitorizada em permanência, pelo que se espera, a longo prazo, maior colaboração e bons resultados deste trabalho.
O Tejo também já teve a sua colónia, mas em meados dos anos sessenta do sec. XX esses animais deixaram o rio definitivamente, devido ao elevado grau de poluição que, então, foi atingido. Por vezes, aparecem fugazmente nas águas do rio, principalmente na foz, mas nunca estabeleceram nova colónia.Em 1998, um grupo de cerca de 30 golfinhos, incluindo alguns juniores, subiu até ao Mar da Palha, tendo sido, nessa altura, motivo de espanto para quem os viu e ouviu.

No Brasil podem ser encontrados ao longo de toda a costa até ao extremo Sul do país.

Alimentação
Os golfinhos em geral alimentam-se de peixes, pequenos cefalópodes e crustáceos.

Gestação
A gestação desta espécie dura cerca de 12 meses, findo os quais nasce uma cria que mede em média cerca de 1 metro.

Tamano, peso e esperança de vida
Um golfinho desta espécie pode atingir os 4 m, pesar 250 kg e viver cerca de 40 anos.


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ambiente? O Prémio da inverdade !?



Herdade da Comporta ganha prémio ambiental


REFLEXÃO:
Será pelas ruinas(propriedades da Herdade da Comporta, S.A.)? Será pelos esgotos? Pelos produtos químicos provenientes dos arrozais? Pela falta de limpeza das valas? Pelo corte indiscríminado dos pinhais?etc...etc...


"A promoção das boas práticas e a preocupação ambiental valeram à Herdade da Comporta o prémio “I am Green”, atribuído no âmbito da participação no Green Festival, que decorreu no Centro de Congressos do Estoril, de 18 a 25 de Setembro.



Para a decisão do júri pesou o cumprimento de todos os critérios definidos para o concurso, nomeadamente os materiais utilizados na construção do stand - marcado pela originalidade, já que recriava uma casa tradicional da região, feita de madeira e colmo -, a iluminação e o tipo de brindes entregues aos visitantes (pen USB e pouco material impresso), a realização de acções de ambientais (com destaque para actividades lúdicas de sensibilização para crianças) e a certificação de SGS, com a correcta utilização dos resíduos.

Além do reconhecimento público das boas práticas sustentáveis levadas a cabo pela empresa, a Herdade da Comporta foi premiada com uma consultoria em sustentabilidade no valor de cinco mil euros.

O Green Fest, o evento português de referência na área da sustentabilidade é uma organização da BCSD Portugal - Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável e regressa em 2010, novamente no Centro de Congressos do Estoril, entre 10 e 17 de Setembro. "

in: http://www.publituris.pt/2009/10/09/herdade-da-comporta-ganha-premio-ambiental/