Era uma vez a norte do norte de África, num território onde terminava a terra e o mar começava. Onde havia um povo à beira do precipício, onde todos se lamentavam, mas nada faziam para mudar tudo de errado que os faziam viver numa angustia crónica.
Heróis do mar, com o nacionalismo levado para outras terras. Para trás ficava a Europa, pois essa para nós de nada nos servia(até o fundador da nação renegou as suas origens “afrancesadas”)!
Naquele território onde tudo pode acontecer; onde o povo cansado parece ser dominado pelo medo do “Adamastor” ao qual Camões também fugiu!?
Certo dia, depois de tantas vagas enfrentarem, poderiam mudar o rumo de uma “Nau” desgovernada e que vagueava ao sabor das ondas de uns mares já dantes navegados…
C.L.C
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Jangada de pedra ( a razão de Saramago)?
A Jangada de Pedra é um romance de José Saramago. Conta a história ficcional da separação geográfica da Península Ibérica do restante continente europeu. Esta obra, traduzida em mais de vinte línguas, já foi adaptada ao cinema em 2002 por George Sluizer.
A separação geográfica é uma alusão ao que Saramago via ocorrer frente à unificação da Europa, onde os países ibéricos estavam postos de lado, navegando à deriva sem se identificarem cultural, social ou economicamente com o restante do continente.
A este acontecimento impactante, aparentemente sem explicação científica, precedem outros quatro igualmente sobrenaturais que unem as personagens com quem ocorreram os factos. Joana Carda, Joaquim Sassa, José Anaiço e Maria Guavaira, Pedro Orce e Cão, percorrem uma longa jornada em busca de algo que lhes desatormente as almas, a sentirem-se culpadas pelo ocorrido.
Nesta teia, Saramago tem fértil terreno para destilar as suas críticas a respeito da vida em sociedade e das autoridades.
A separação geográfica é uma alusão ao que Saramago via ocorrer frente à unificação da Europa, onde os países ibéricos estavam postos de lado, navegando à deriva sem se identificarem cultural, social ou economicamente com o restante do continente.
A este acontecimento impactante, aparentemente sem explicação científica, precedem outros quatro igualmente sobrenaturais que unem as personagens com quem ocorreram os factos. Joana Carda, Joaquim Sassa, José Anaiço e Maria Guavaira, Pedro Orce e Cão, percorrem uma longa jornada em busca de algo que lhes desatormente as almas, a sentirem-se culpadas pelo ocorrido.
Nesta teia, Saramago tem fértil terreno para destilar as suas críticas a respeito da vida em sociedade e das autoridades.
terça-feira, 23 de março de 2010
-Vendam do meu vinho seus salôios!
"O bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria."
- William Shakespeare
domingo, 7 de março de 2010
" COMPORTA OU O€ST€ S€M L€I !.. "
Nesta Comporta em que o meu delírio me faz acreditar ser o oeste Selvagem, aquele oeste onde não existe L€I !..
Cavalguei por muitas incontáveis horas. O meu cavalo já mostra claros sinais de esgotamento, trotando devagar e com o pescoço em baixo, mas eu não estou disposto a parar, eu sei bem que ele pode perdoar-me algum dia por tanto esforço realizado.
Travei por alguns instantes uma luta comigo mesmo. Afinal, deveria ou deva ir até lá ajudá-los, ou não? Sei muito bem que neste lugar as piores armadilhas se escondiam e se escondem nos rostos inocentes , e em outros que de inocentes nunca tiveram ou não tem nada...
Porém, já ouço a arma a ser engatilhada ruidosamente, e por alguns motivos desconhecidos para mim, não estou nervoso, as minhas mãos não suam e também não vejo o filme da minha vida a passar pela minha cabeça." Por certo, eu nunca tive vida mesmo ".

Mas, agora do que importa as reflexões sobre a vida estando às "portas da morte"? Talvez fosse ou seja uma armadilha?
Levanto os olhos, tentando enxergar melhor por debaixo da aba do chapéu velho que protege os meus miolos deste "sol " escaldante, corrupto, mentiroso e oportunista aqui do oeste. Não posso deixar de ficar desanimado com a visão que tenho.O manto de areia enche-me os olhos até onde eles conseguem alcançar.
Nesta Comporta em que o meu delírio me faz acreditar ser o oeste Selvagem, aquele oeste onde não existe L€I !..
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